
Aniversário de um dos nomes mais queridos de todos os tempos na música sertaneja, seja por seus sucessos, por suas histórias, ou pelo respeito com o qual sempre tratou todos os artistas das mais diferentes gerações.
Aproveitando a data, publico abaixo duas histórias que há tempos estou para contar aqui.
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-“O Menino da Porteira”
Quem é fã de sertanejo sabe que a canção é dos final dos 1950. Foi gravada pela primeira vez por Luizinho e Limeira e Zezinha, e ficou marcada como a principal canção da carreira do trio. No entanto, nessa época, a canção ainda não era o hino que é hoje.
Nos anos 1970, já renomado, Sérgio Reis viajava o Brasil em turnê tocando nas mais diferentes casas, de praças públicas a bailões. Após um show seu, assistiu a apresentação de uma banda que relembrava canções antigas, e viu o público cantar em coro “O Menino da Porteira”. Na época, Sérgio Reis fazia sucesso com “O Menino da Gaita”.
A reação do público fez Serjão pensar em regravá-la. A regravação deu certo, transformou a canção em hino, em filme, e mesmo não sendo inédita, é a grande canção da carreira de Sérgio Reis.
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-A Casa
Certa vez, em uma cidade gaúcha, Serjão foi fazer uma visita a uma rádio na qual tinha vários amigos, a rádio era número 1 do ibope na cidade. Chegou sem avisar, como sempre fazia, e foi barrado pelo segurança e impedido de entrar no prédio. Nessa altura, Sérgio Reis já era a figura consagrada de hoje.
Daquele jeito que todos conhecem, calmo como sempre, Sérgio não criou caso, virou as costas e foi embora, apesar de extremamente incomodado com a situação. Não fez alarde e não reclamou com ninguém.
Dias depois, comprou uma casa na cidade, foi na rádio concorrente e deu a casa para a rádio sortear. Com a promoção, a rádio subiu no ibope e passou a ser primeiro lugar, deixando para trás a concorrente que havia proibido sua entrada.
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